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Monday, January 28, 2008

HP e Governança SOA

HP anunciou hoje um conjunto de software de governança e serviços relacionados que tem por objetivo acelerar a adoção de SOA ao mesmo tempo em que reduz os riscos potenciais na adoção desta arquitetura.

Em 31/12/2007 a HP foi posicionada no "quadrante mágico" do Gartner Group na categoria de empresas que possuem solução de Governança SOA (Magic Quadrant for Integrated SOA Governance Technology Sets, 2007) ao lado da IBM, Software AG, Progress Software, SOA Software e AmberPoint, entre outras.

Todos sabemos que a Governança é fator determinante de sucesso para qualquer iniciativa SOA na sua empresa.

Mas o que é Governança SOA?
Ainda de acordo com o Gartner, "Governança SOA está relacionada com a garantia de que os ativos de software e artefatos da sua arquitetura estão operando como esperado e dentro de um certo nível de qualidade".

Segundo o livro "SOA Compass" (IBM Press, 2005),



Governança provê uma estrutura para priorizar e suportar os objetivos de negócio da empresa nos níveis estratégicos, funcional e operacional. O modelo de governança define"o que fazer", "como fazer", "quem deve fazer" e "de que forma isto deve ser medido". Define também as regras,processos, métricas, e arranjo organizacional necessários para um efetivo planejamento, tomada de decisão, orientação e controle de todo esforço em direção à SOA para atingir as demandas do negócio e os desafioscolocados como alvo.


De quem é a responsabilidade de definir a Governança SOA?
Time de projetos de SOA

Quais as questões-chave que podem auxiliar na definição da estrutura de Governança?

  1. Que mudanças no negócio a empresa espera realizar com SOA? Uso otimizado da estrutura atual a um custo mais baixo, novos negócios...?
  2. Quais papéis, responsabilidades, estruturas e procedimentos são necessários para realizar priorização denegócio e que TI tenha o investimento, planejamento e tomada de decisão necessários para realizar taisimplementações?
  3. Como você pode desenvolver conhecimento e competência na liderança?
  4. Quais princípios e orientações são necessários para otimizar o alinhamento de TI e do negócio?
  5. Qual a forma apropriada para estruturar o relacionamento TI-e-negócio ao mesmo tempo em que mantém aconsistência e flexibilidade que permitirão a organização uma rápida adaptação às mudanças
  6. Qual o nível apropriado de standardization de serviços, a definição de serviços e a descrição dos mesmos?
  7. Como controlar e medir serviçoes e provedores de serviço? Quais processos-chave de negócio nós precisamos monitorar?Quem deverá monitorar, definir e autorizar mudanças para os serviços existentes?
  8. Como você decide qual a estratégia de implementação dos serviços?

Wednesday, January 23, 2008

Microsoft, SOA e "Oslo"

Vocês lembram de quando eu postei aqui o site da Microsoft sobre SOA? Pois é, a empresa de Redmond tem sim uma estratégia para SOA. Quão boa ela é eu, sinceramente, não me atrevo a avaliar. Deixo isso por conta dos usuários de soluções da "fabricante" do Windows.

E esta iniciativa de arquitetura orientada a serviços tem um codinome, "Oslo".

O que é "Olso"?

De acordo com este documento (.doc, é claro!),
“Oslo” is the code name for a set of technical investments that aim to
significantly simplify designing, building, managing and scaling
service-oriented and composite applications that can span from the enterprise to
the Internet.
Minha crítica é que, mais uma vez, as iniciativas da Microsoft estão baseadas em ferramentas e a arquitetura fica em 2o. ou 3o. plano. Grande erro! SOA é tudo menos algo que você controi simplesmente comprando a nova versão do "Visual Studio 10". Continuando...

As 5 (cinco) principais áreas de "investimento" da iniciativa "Oslo":
  1. Framework: a versão "4" do .NET Framework terá investimentos em model-driven development como parte do Microsoft Windows Communication Foundation (WCF) e a tecnologia Workflow Foundation (WF) technologies.
  2. Server: a versão "6" do BizTalk Server terá WCF and WF como seu core foundation e estará apto para desenvolver, gerenciar e disponibilizar composite applications.
  3. Services: a versão "1" do BizTalk Services irá disponibilizar serviços (hosted services) que serão utilizados pelas composite application. Exemplo: hosted messaging, identity e implementação de workflow.
  4. Tools: os investimento permitirão que o Visual Studio “10” suportará model-driven design e deployment de aplicações compostas.
  5. Repository: System Center “5,” Visual Studio “10” e BizTalk Server “6” utilizarão um repositório comun para gerenciar, versionar e realizar o deploy.
Vocês localizaram a palavra "arquitetura" nos pontos acima? Nem eu. Isto me preocupa muito.

Toda iniciativa em direção a SOA é válida, não devemos esquecer da Arquitetura e Governança (outra palavra não citada). Boa sorte.

Sunday, January 20, 2008

SOA + Project Zero= Agilidade

Vocês irão ler várias vezes sobre o "Project Zero" neste blog.

O que é Project Zero? Projeto "incubado" na IBM, é um ambiente de implementação e execução ágil que simplifica e torna mais rápido o desenvolvimento de aplicações Web dinâmicas.

O Ambiente de Desenvolvimento inclui script runtime para Groovy (linguagem script baseada em Java), PHP (isto mesmo, o bom e velho PHP), otimizado para implementar serviços "à la" REST (Representational State Transfer), mashups, e interfaces Web "ricas".

O que isto tem a ver com SOA? São soluções como esta que dão visibilidade e trazem um benefício "visível" para todo esforço que seu time empreendeu implantando uma arquitetura orientada a serviços. O "Project Zero" é focado em desenvolver aplicações Web 2.0 e segue os princípio de SOA. Algo como Web-extended SOA (WOA).

Um excelente artigo sobre "Project Zero" e SOA pode ser lido aqui.

Nunca esqueça que um desenvolvimento ágil faz toda diferença hoje. E se este desenvolvimento for feito dentro dos princípios da sua arquitetura SOA, extensível, Web-based, com um framework disponível para a comunidade... ...melhor ainda! Esta é a proposta do "Project Zero".

Como prometido, vou postar outros artigos sobre esta iniciativa, é só aguardar e retornar aqui de vez em quando. Abraços!

Thursday, December 20, 2007

SOA e 10 Previsões para 2008

Bem, 2008 está chegando e com ele as famosas previsões para o novo ano que se inicia. David Linthicum apresenta as suas:

  1. IBM irá comprar uma grande empresa de SOA (e também uma pequena)
  2. Os projetos de SOA irão provar a falta de profissionais qualificados nesta arquitetura. A demanda por profissionais que, comprovadamente, conhecem arquitetura orientada a serviços irá crescer exponencialmente
  3. SOA e a "tradicional" Enterprise Architecture (EA) tendem a se "fundir": segundo o autor do artigo, a tendência é que as best practices da EA irão, cada vez mais, incorporar abordagens e práticas de SOA
  4. A nova proposta da Web 2.0 irá "forçar" muitas empresas a adotarem SOA: novamente, de acordo com Linthicum, se você quer que sua empresa "surfe na onda" das novas tecnologias da Web, a adoção de SOA é o caminho. "Vamos encarar a realidade, hoje tratatamos muito mais de integração com empresas fora dos nossos firewalls". E neste aspecto, SOA é killer
  5. A imprensa especializada irá dar destaque a projetos de implantação SOA que não deram certo: muitas pessoas estão fazendo coisas "estúpidas" nos projetos de implementação de uma arquitetura orientada a serviços. Segundo o autor, em 2008 virão à tona os cases de projetos que falharam. Empresas que investiram em tecnologia e descuidaram da arquitetura estão entre as "candidatas" a terem um artigo nos jornais e revistas técnicas.
  6. Grandes empresas de consultoria continuarão a não entender de SOA: Linthicum afirma que as grandes empresas de consultoria ainda não terão compreendido SOA em 2008. Serão responsáveis por boa partes dos cases de insucesso de SOA.
Vamos conferir durante todo o ano de 2008.

Tuesday, December 18, 2007

SOA Magazine: Edição Dez'2007


Já está on-line a edição de Dezembro da "SOA Magazine", revista eletrônica mantida pelo evangelista de SOA, Thomas Erl. As edições passadas podem ser acessadas aqui.

Na edição deste mês os artigos são relacionados ao design de serviços e padrões de Web Services. Um dos artigos é um trecho do novo livro de Erl, que detalhamos no post anterior.

Thursday, December 13, 2007

Vocês se recordam do Marc Fleury? Fleury, 39 anos, é o criador do servidor de aplicações JBoss. Pois bem, depois que a Red Hat adquiriu a empresa que Fleury fundou, ele se tornou VP e Gerente Geral da divisão JBoss/Red Hat. Pouco tempo depois (Março, 2007), ele saiu da Red Hat para, supostamente, se dedicar a família e outros hobbies.

Alguns dias atrás (12 Dez'07), Fleury entrou para o Advisory Board da Appcelerator, uma start-up baseada em Atlanta-GA, cidade em que ele mora.

O lema da companhia é "More App. Less Code". Mas o que é e o que faz a Appcelerator?

Appcelerator is an open source software company providing products and solutions for enterprise rich Internet application (RIA) and SOA-based services development. The Appcelerator Platform combines the best of RIA and SOA-based technologies and design principles into one integrated, open and standards-based platform. The result is a fundamentally new - and much faster - way to build Web-based applications with more functionality and less code.
E o produto (open-source!):


  • Message Oriented Architecture: significa que todo "comportamento" de uma Appcelerator application é governada por messagens leves
  • AJAX and DHTML without Javascript: apenas standard HTML é utilizado; JavaScript não é exigido
  • SOA-based services in ANY language: Java, Ruby, PHP ou .NET. Serviços Appcelerators podem ser acessados por qualquer RIA Appcelelator ou não (desde que sejam REST-based)
  • Universal Clients: RIAs Appcelerator podem ser utilizadas com IE, Firefox, Safari e Opera
  • Rapid Prototypes - No Throwaway Code: como é baseado em mensagens, você pode, rapidamente, criar RIAs sem escrever um linha de código no lado do servidor.
  • Platform Extensibility: Appcelerator é uma plataforma que pode ser expandida para necessidades específicas e até mesmo criar serviços em uma linguagem não suportada pela versão atual da plataforma

Thursday, December 06, 2007

Fornecedores de SOA não conhecem SOA!

Depois de alguns anos lidando com fornecedores de software, concordo com as observações do Mr. David Linthicum no seu artigo publicado no Java Developers Journal.

Quase que diariamente recebo ligações de consultorias e "empresas de software" que, de uma hora para outra, tem know-how sobre implementação e implatação de arquitetura orientada a serviços.

A maior parte, infelizmente, ainda acha que SOA tem a ver apenas com Web-Services, ou modelagem de processos (BPM) ou mesmo se resume a um broker de integração. Isto quando eles sabem o que é um broker.

A primeira vez que conversei sobre SOA com um alto executivo de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a reação dele foi: "Não, nunca ouvi falar...". Acreditem!

Como eles não podem discutir arquitetura, eles conversam sobre produtos e apresentam aqueles slides fantásticos, onde tudo funciona. Quem nunca viu o famoso processo de autorização de crédito, em uma demonstração de ferramenta BPM?

Eles tentam "empurar" para sua empresa produtos, apenas isto. David Linthicum chama isto de Arquitetura Conduzida por Vendedores" ou VDA (Vendor-driven Architecture).

Tenha em mente que a arquitetura deve ser definida pelo seu time; claro que consultores e, eventualmente, arquitetos de software dos fornecedores podem (e devem) auxiliar. Mas, em hipótese nenhuma, eles devem ditar a sua arquitetura simplesmente adicionando caixas e mais caixas de software ao seu/nosso, já heterogêneo, conjunto de sistemas e soluções.

Tuesday, November 20, 2007

SOA e Integração Dados (Open Source!)

A maioria das organizações se deparam com um problema de manipular vários tipos de arquivos, de várias fontes (internas e externas à empresa). Lidar com todos estes dados, com vários formatos, de diferentes origens exige um grande esforço da equipe de TI:

Alguns estudos indicam que a implementação do acesso e manuseio de tipos de dados complexos, consomem até 70% do esforço de implementação de aplicações ou serviços

É muito tempo para qualquer projeto/implementação. Data Integration, Data Abstraction e Data Services são pontos básicos em um contexto de uma arquitetura SOA. Não apenas porque a preservação do legado é importante e um motivador importante para esta arquitetura mas, principalmente, porque é uma solução de arquitetura necessária quando temos uma realidade como a atual em que nossos sistemas precisam interoperar com mais e mais sistemas externos e internos.




E se esta solução for Open Source? Melhor ainda. Veja a seguir um pequeno resumo que eu fiz a partir da solução da XAware v.5.


1. Motivadores

  • Algumas industrias (e.g. Telecom, Finanças) lidam com várias fontes de dados, de várias origens e precisam manipular, transformar e garantir que seus processos de negócios sejam corretamente "alimentados"
  • Interoperação de forma "transparente" para o negócio, sistemas internos e sistemas de terceiros (parceiro, governo etc)
  • Arquitetura aderente a SOA
2. Definição de Data Service Layer (DSL)/Data Service

De forma bem simples, Data Service Layer (DSL) ou simplesmente Data Service é uma camada que abstrai, para o Business Process, a fonte do dado e vice-versa. É uma solução de Arquitetura, um middleware, que isola as fontes de dados dos consumidores (Web Services, Business Process etc).



Acima vemos a integração de dados (Data Integration) sem e com DSL. Fonte: este excelente artigo de Mark Davydov no IBM DeveloperWorks website.

3. SOA sem DSL?

Claro, mas com vários riscos. Exemplo: "acoplar" os seus serviços diretamente nos bancos de dados do legado. Possíveis problemas:

- Altamente dependente do schema do banco; quem tem controle das mudanças? quem irá avisar os arquitetos das mudanças? como avaliar o impacto?

- Dependência da forma de conexão para recuperar os dados

- Bases de dados relacionais de típicos Sistemas de Informação não garantem que os dados estarão em um "estado lógico" que é esperado pelo seu Business Process. Não por "culpa" do banco ou do sistema mas, simplesmente, porque não é função destes participantes garantir a integridade lógica de uma informação para o processo de negócios


4. Vantagens
Aqui eu cito o documento que deu origem a este post. Um artigo da ZapThink.com, escrito por Jason Bloomberg (necessário cadastro, gratuito, para baixar o PDF completo). Vale a pena a leitura.

  • The ability to remap existing physical schemas into virtual schemas that are better logical representations of the data for SOA. Thus, the developers who build Services simply refer to a logical data layer that will be bound to back-end physical data.
  • The ability to combine many schemas into a common virtual schema, which allows avirtualization greatly simplifies the use of the data in the context of SOA since the SOA implementation leverages a single common schema multitude of very different databases and schemas to appear as one. This
  • The ability to place schema volatility into a single configurable domain. As physical and logical semantics, and thus schemas change, the architect can adjust for those changes with a single configuration layer, providing better agility since changes to schemas don’t inherently mean redevelopment of the Services
5. XAware 5.x

É a solução open source citada no artigo acima que se propõe a realizar esta integração tão necessária em um ambiente SOA.

Thursday, November 15, 2007

Oracle Fusion: Primeira Aplicação em 2008...

..."e as demais aplicações irão surgindo aos poucos, uma de cada vez. Eu não posso simplesmente apertar um botão e fazer com que todas as aplicações do Fusion apareçam!". Estas foram as palavras do big boss da Oracle, Mr. Larry Ellison. A notícia vem do pessoal do blog "Between the Lines" que acompanharam última Oracle OpenWorld.

O próprio Ellison informou a premissa básica em relação ao Fusion: "...Fusion middleware and applications have to coexist with existing apps from Oracle and third parties was the principle message to the crowd of Oracle customers."

De fato o Fusion ainda não existe, mas virá em breve (breve?).

Tuesday, November 13, 2007

Um Widget para SOA?

O que você está vendo aí é um Widget para seu Desktop que traz o material sobre SOA que é produzido pela IBM/DeveloperWorks:
  • Tools/Demos

  • Case Studies

  • Videos

  • Collateral

  • Publications

  • Events

  • Webcasts
O Widget utiliza RSS para atualizar as informações a cada hora. Muito interessante! Este é o link para você instalar.

ps: estou aguardando a versão do Widget para o meu Mac

Monday, November 12, 2007

Oracle: Fusion existe sim!

Oracle Fusion novamente.... ...vamos lá. Desta vez, o presidente da Oracle, Mr. Charles Phillips, em um encontro com alguns blogueiros, analistas, consultores e jornalistas, durante a OpenWorld'07, teve que afirmar e reafirmar: "Fusion existe, é real, e eu estou dizendo isto a três anos!".

Ok, mas quando vamos ter o Fusion? Segundo ele, a partir de 2008:

The new set of SOA-based applications will start appearing, module-by-module, beginning next year and continuing over the next several years, he said, and will co-exist with existing applications for many years to come
Vamos aguardar certo? Veja o texto completo aqui.

IBM vai comprar a Cognos

E lá se foi a última empresa independente de BI. A IBM acaba de anunciar a compra da Cognos. Foi uma aquisição de US$ 5 bilhões, onde cada ação da Cognos saiu por US$ 58.

Só recapitulando: SAP comprou a BO (Business Objects) no mês passado e a Oracle adquiriu a Hyperion em Abril'07.

No anúncio da compra, no site da IBM, é informado que

"...Cognos provides the only complete BI and performance management platform, fully integrated on an open-standards-based service oriented architecture (SOA), and has a strong history of supporting heterogeneous application environments, consistent with IBM's approach..."

E quanto ao BI da IBM? Não era integrado?

Mais detalhes neste blog da ZDNet e aqui.

Sunday, November 11, 2007

Portabilidade Numérica e SOA

Portabilidade Numérica já é uma realidade. A Resolução n° 460, de 19/03/2007, da ANATEL, definiu as regras da Portabilidade Numérica no Brasil. Posteriormente o Grupo de Implementação da Portabilidade (GIP) definiu a Associação Brasileira de Recursos de Telecomunicações (ABRT) como a Entidade Administradora (EA) da Portabilidade.

E o que tudo isso tem a ver com SOA? Para começo de conversa a possibilidade de mudar de operadora mantendo o número trará uma competição sem dimenssões entre as empresas. Caso elas não queiram ver parte de sua base de clientes migrando para competidores, terá que mudar a forma como se relaciona com seus consumidores. Estamos falando de uma abordagem pró-ativa, mais serviços, antecipar necessidades, coisas que no cenário de hoje não existe.

Por que as operadoras que estão investindo em SOA tem maior chance de sobreviver neste novo cenários? Em uma disputa acirrada, cliente a cliente (como já vemos hoje entre as operadoras móveis), se faz necessário investimentos em:
  • Novos serviços,
  • Que implicam em processos mais bem definidos,
  • Que exigem um bom desenho de processos de negócio,
  • e uma maior integração dos sistemas internos,
  • Para ter sucesso, por exemplo, na fidelização de clientes,
  • Na melhora na qualidade de atendimento
Com a Portabilidade em pleno funcionamento, o Banco de Dados das Operadoras (BDO) terá que trocar informações com o Banco de Dados de Referência (BDR), que será administrado pela EA. Este sincronismo de dados será feito através de protocolos padrão e cada parte precisará expor seus dados para outra.

Por todos estes pontos, a "filosofia" por trás de uma arquitetura orienteada a serviços (SOA) ajuda, e muito, na implementação da Portabilidade.

Wednesday, November 07, 2007

Edição de Novembro da SOA Magazine

Já está "no ar" a edição de Novembro da SOA Magazine. Mensalmente, Thomas Erl, autor de uma excelente série de livros sobre SOA. Livros, aliás, que eu recomendo fortemente a leitura.

Neste mês, os três artigos são:

  1. Entrevista com Mr. Steve Birkel, arquiteto-chefe da Intel: desafios e lições aprendidas, além do ROI alcançado, na abordagem adotada pela TI da Intel na reutilização de serviços. Explica também a estratégia da empresa para SOA e como esta influencia até mesmo o projeto dos futuros microprocessadores
  2. Service Design e a utilização de Enterprise Decision Management (EDM): conceitos e macanismos por trás dos smart enough systems e como o modelo de decisão de serviços pode ser posicionado para abstrair regras de negócio
  3. Processos como Serviço: provê uma investigação das definições do WSDL para Web services requeridos para encapsular lógica do processo (WS-BPEL).

Boa leitura!

Thursday, November 01, 2007

Microsoft e SOA (Parte II)

Mary Jo Foley tem um blog no site ZDNet que acompanha as ações da Microsoft. Claro que um dos assuntos da semana foi o posicionamento mais explícito da empresa em relação a SOA (vide meu post anterior). Lendo esta nota percebi que uma parte da "blogosfera" compartilha meu ceticismo (Microsoft e SOA).

O programa de investimento da empresa de Redmond em direção à Arquitetura Orientada a Serviços tem o codinome de "Oslo" e é composto dos seguintes produtos/tecnologias (já informados no meu post anterior):
  • BizTalk Server 6: The core foundation product for Microsoft SOA and BMP solutions that will “deliver the capability to develop, manage and deploy composite applications.”

  • BizTalk Services 1: The services add-on to BizTalk that will enable “hosted composite applications that cross organization boundaries” and provides messaging, identity and workflow capabilities, to start.

  • .Net Framework 4: The next version of Microsoft’s core set of Windows services that will more tightly bind Windows Communication Foundation (WCF) and Windows Workflow Foundation (WF) to “further enable model-driven development.

  • Visual Studio 10: The next version of Microsoft’s tool suite that will include new, unspecified tools aimed at advancing model-driven development.

  • System Center 5: The next version of Microsoft’s system-management product family.

A pergunta que não quer calar e a autora do blog citado lembrou é: Ok, legal a iniciativa, mas quando mesmo que teremos tudo isto disponível? Com a palavra a Microsoft.

Tuesday, October 30, 2007

Microsoft e Seu WebSite sobre SOA (finalmente)

Acreditem, a Microsoft acabou de lançar seu site sobre SOA. Um pouco tarde, é bem verdade mas, antes tarde... O mercado é tão cético quanto à estratégia (?) da Microsoft que foi necessário um artigo afirmar que, sim, a turma de Redmond tem uma "SOA Strategy". O artigo vem do site Redmondmag.Com, que se entitula "A Voz Independente da Comunidade Microsoft" (sic).

Percebem que pelo meu "tom" eu desconfio seriamente das intenções da empresa que criou o Windows em relação a Arquitetura Orientada a Serviços.

Veja o que afirma este post de um blog da MSDN/Microsoft: "...But we've seen the error of our ways! SOA remains an important theme for the industry, a key opportunity for customers. And We, Microsoft, have slowly but steadily evolved and matured and broadened our thinking on SOA, and that's a Good Thing..." Em outras palavras, "nós erramos, SOA é importante, temos avançados lentamente, a prova disso é este novo website" ?!? Novo site é um avanço?

Vamos ao conjunto de soluções que eles oferecem para implementar sua arquitetura orientada a serviços:
  • Visual Studio
  • System Center
  • .NET Framework
  • SharePoint Server
  • BizTalk Server
Conclua você mesmo. No more comments.

Thursday, October 18, 2007

SOA e Open Source

David S. Linthicum faz uma interessante abordagem sobre SOA e as alternativas open source para implementar a arquitetura orientada a serviços. Neste artigo ele coloca de forma simples como a discussão deve ser conduzida.

Vou tentar resumir:
  1. SOA é uma arquitetura: você como arquiteto ou líder técnico de um projeto SOA tem que ficar atento às tecnologias corretas para a arquitetura proposta; sejam elas open source ou não.
  2. Open Source custa menos: não há discussão. Sou um fervoroso defensor do software livre e acho, sim, que ele pode ser aplicado em algumas situações. Considere esta alternativa para, no mínimo, validar a sua arquitetura.
  3. Open Source SOA é mais simples: reconheço que, às vezes, pode ser mais difícil de configurar, porém, concordo com o autor que esta abordagem simples e "rústicas" das opções de software livre facilitam o entendimento da arquitetura.
Em um cenário onde você precisa integrar uma aplicação departamental utilizando esta arquitetura, você acha razoável investir milhares de dólares ($$$) em um ESB? SOA pressupõe padrões abertos e está relacionado com uma nova forma de "pensar" os sistemas. Não há porque temer, a menos que seus requisitos de performance tenham um grande peso. Neste caso se faz necessária uma avaliação mais criteriosa.

SOA é um "estilo de vida" e, na minha humilde opinião, "estilo de vida" não pode estar baseado em poder de compra.

Friday, October 12, 2007

Livro: SOA na Prática


A editora O'Reilly lançou em Agosto/2007 a 1a. edição do livro "SOA in Pratice", com o sub-título "The Art of Distributed Sytem Design".

O objetivo, segundo o autor, Nicolai Josuttis, é dismistificar um pouco do mito que se tornou SOA. Geralmente este termo está relacionado a complexidade, grandes sistemas, soluções para grandes corporações... ...quando, na minha opinião, não passa de uma (excelente) estratégia de integração de sistemas, preservação do legado, trazendo TI para mais próximo do mundo real, através do conceito de serviços.

A O'Reilly apresenta um preview de todos os capítulos do livro: clique aqui para acessar.

Ainda não comprei o livro (estou esperando o US$ chegar a 1,00 :-)). Quando eu comprar escrevo minhas impressões aqui. 

Gartner e as Top 10 Tecnologias Estratégicas: Onde está SOA?

Um dos autores do blog "Between the Lines" esteve no "Gartner Symposium/ITxpo" (Orlando, FL) e nos conta neste post quais as "top 10" áreas estratégicas de tecnologias listadas pelo Gartner Group:



A má notícia é, como vocês podem ver pelo quadro acima, SOA não está na lista. A boa notícia é que eles já estão tendo uma visão "beyond SOA"; ou seja, já assumiram que SOA já é uma realidade e estão analisando as tecnologias que implementam, complementam ou ampliam os horizontes da arquitetura orientada a serviços.

Veja o exemplo das Web Platforms (também conhecidas como SaaS) e WOA (Web-oriented Architecture):


Web platforms (also known as SaaS today). Cearley says that 25 percent of Gartner customers have some form of SaaS already. Cearley advises that IT managers build in SaaS providers into their sourcing strategies.

Longer term, however, Web platforms will be the model for the future. Ultimately everything–infrastructure, information, widgets and business processes–will be delivered as a service. All of these intertwined APIs will give us a acronym: WOA (Web oriented architecture.) “Put this on your radar screen and start with some ‘what if’ models,” says Cearley. These Web platforms will also make mashups more common in the enterprise. In fact, Cearley argues that enterprises will need an architecture just to manage mashups.

Sunday, September 23, 2007

O que há de errado na "ESB-oriented Architecture"?


No dia 12/Set/07, Bobby Woolf postou um controverso artigo no site DeveloperWorks (IBM). O título é "ESB-oriented architecture: The wrog approach to adopting SOA". Li o artigo assim que ele foi publicado e não tinha visto nada de "controverso" no seu texto. Voltei 1 semana depois no mesmo artigo e verifiquei que o autor havia inserido uma nota no cabeçalho do texto informando que alguns tinham interpretado de forma errada as suas conclusões.

Segue as minhas impressões do texto do Mr. Woolf:

  1. O ESB, por si só, não traz nenhum valor para o negócio. ESB é "meio"e não o "fim" para SOA (aliás, Service-oriented Architecture, na minha opinião, é um "caminho" não um objetivo)
  2. Ele está correto em sugerir fortemente para não utilizarmos a estratégia de "construir o barramento de serviços corporativos e esperar as aplicações SOA aparecendo em torno do mesmo". Tenha sempre uma estratégia para sua arquitetura SOA alinhada com o negócio, a arquitetura SOA não vai surgir apenas como uma necessidade de TI
  3. A estratégia correta é: "implemente apenas e se necessário, apenas quando houver a necessidade do negócio, e não porque você está prevendo que alguém irá precisar desta implementação". Eu considero esta uma das regras de ouro da arquitetura SOA
Se você já tem um ESB na sua corporação, saiba que você já deu um grande passo em direção ao mundo SOA. Contudo, não caia na tentação de contruir uma "EOA" (ESB -oriented Architecture)!

Leia o artigo (3,5 paginas) e tire suas conclusões.